sábado, fevereiro 11, 2012

Condições de Segurança do Trabalho em Lavanderia




Monografia de Especialização em Engenharia de Segurança
Faculdade Leão Sampaio / Fortaleza - Ceará
Eng. Químico Wilton Lopes Cruz

Nos atuais serviços de saúde, os bons cuidados ao paciente e os melhores resultados são vistos como “produtos” das ações e interações de todas as pessoas envolvidas nesses serviços. A performance é assim o reflexo de uma grande variedade de sistemas e subsistemas que congregam as funções essenciais do dia-a-dia (MEZOMO, 1995).

Nos serviços de saúde, o hospital é um subsistema que engloba vários sistemas e subsistemas contínuos, tais como o administrativo, laboratório, centro-cirúrgico, lavanderia, refeitório, manutenção, transporte, resíduos e produtos químicos, além de outros. A variação depende da complexidade e da especialidade predominante do hospital. Todos estes setores são autônomos, porém interdependentes e transversais. 

Devem interagir e cooperar entre si a fim de atender bem o seu cliente (outrora denominado de paciente), o que necessita de seus serviços. Dentre os setores de apoio do sistema hospitalar, o de processamento de roupas ou a lavanderia, embora ainda não focada como um dos principais fatores do controle de infecção, compõe um destes sistemas, prestando serviços de apoio ao atendimento dos pacientes, responsabilizandose pelo processamento e distribuição da roupa em perfeitas condições de higiene e conservação, na quantidade adequada a cada unidade do hospital (GOODWIN, 1994).

A lavagem de roupas não deverá ser focada exclusivamente como uma simples operação de remoção de sujidades, mas principalmente pelo efeito da segurança (redução da infecção) e do conforto (roupas limpas e aptas ao uso), aos clientes, corpo clínico e ao próprio sistema de saúde (FARIAS, 2006).

A lavagem de roupas não poderá mais ser considerada apenas como uma evolução da lavanderia à beira de um riacho (FARIAS, 2006).



A lavanderia, dentro do complexo hospitalar, tem importância marcante, uma vez que a sua eficiência e funcionamento contribuem diretamente na eficiência do hospital, refletindo especialmente no controle de
infecções; recuperação, co nforto e segurança dos pacientes; facilidade, segurança e conforto da equipe de trabalho; racionalização de tempo e material, e redução dos custos operacionais (BARTOLOMEU, 1998).

Apesar dessa evidência, na maioria dos hospitais o serviço de lavanderia não recebe a devida atenção sendo muitas vezes confiada a trabalhadores sem os devidos conhecimentos, seja pela carência de profissionais com formação específica na área, ou mesmo pelo descaso por parte dos dirigentes do hospital, com relação ao referido setor (MEZZOMO, 1984).

O processo de lavagem de roupas, quer hospitalar ou outro, é um fenômeno paradoxal por tratar-se de uma somatória de tecnologias como a mecânica (equipamentos), têxtil (tecidos), química (produtos para lavagem) e biológicos (biossegurança), porém gerenciada e operada, na maioria dos hospitais, com pessoas de baixo conhecimento técnico-profissional. Fica à mercê dos ensinamentos dos fornecedores de produtos químicos e das experiências cotidiana dos seus operadores, supervisores e chefias (FARIAS, 2006).

Devido às características peculiares, a localização e a tipologia das sujidades do serviço de higienização das roupas, as condições ambientais geralmente são insalubres. Em algumas lavanderias é possível encontrar todos os principais riscos de trabalho como a alta temperatura, umidade, ruídos e vibrações, riscos químicos, riscos biológicos etc, provocando além dos efeitos já tão conhecidos como tontura, mal-estar, dor de cabeça, fadiga; uma elevada insatisfação ocupacional. Quando isso acontece, o desencadeamento de acidentes de trabalho e de doenças profissional se torna comum, isso sem contar os prejuízos na produção. 

Mesmo quando as condições ambientais são favoráveis ao trabalhador da lavanderia, existe um agressor comum a eles, o risco de contaminação. Isto porque a atividade de triagem das roupas que chegam na lavanderia é inerente a sua rotina. Diuturnamente é manipulada uma grande quantidade de roupas sujas, impregnadas dos mais diversos tipos de sujidades, como sangue, fezes, urina, secreções, vômito, catarros, etc (BUSHMAN, 1997). 

Além destas sujidades, é comum encontrar junto às roupas materiais pérfuro-cortantes como pinças, agulhas, bisturis, instrumentos cirúrgicos, tesouras e lixo dos mais diversos tipos e natureza. Estes materiais expõem os funcionários das lavanderias hospitalares, a diversos riscos de acidentes e/ou contaminação. Esses riscos são elevados e freqüentes pela necessidade de classificação da roupa na lavanderia. 

A classificação é uma necessidade pela diversificação de roupa de um hospital e pelo processo de lavagem que pode ser prejudicado (resultado) pela mistura de peças grandes (lençóis) com peças pequenas (fronhas,
compressas etc.) e com roupa de uso pelos pacientes e pelo corpo clínico. Além desses problemas de tamanho das peças, as diferentes composições dos tecidos prejudicam o processo de lavagem. Algumas são imunes ao processo de cloração, outras não resistem ou desbotam. Portanto o processo de separação e classificação ainda é de extrema necessidade nas lavanderias elevando o potencial de riscos e favorecendo os acidentes (FARIAS, 2006)

Nos relatos de infecção em funcionários de lavanderia que foram contaminados pela roupa suja, incluem febre Q, salmonelas, infecção fungal, hepatite, sarna , varíola e outras (CHECK-UP NA SAÚDE, 1996).

Quem atua na área de saúde deveria ter noções, hábitos e cuidados para não contrair doenças, sofrer acidentes ou contaminar os pacientes. No entanto, a formação de muitos destes profissionais não aborda este aspecto. Além disso, muitos funcionários são admitidos sem treinamento e passam a exercer funções sem estarem familiarizados com os procedimentos do serviço (DEFFUNE, 1995).

Por essas razões, o setor de processamento de roupas, muitas vezes ignorado pela administração hospitalar, merece atenção e zelo. Além de uma fiscalização mais aprofundada, de maior rigidez tanto interna (direção do hospital) como externa (Órgãos Regulamentadores: DRT, ANVISA, etc), cuja finalidade será a adequação para, ao fornecer seus serviços aos diversos setores do hospital, o fazer com qualidade e segurança com roupas de boa aparência, com um nível bacteriológico aceitável, processadas a um custo adequado.

Esse trabalho tem como objetivo geral avaliar as condições ambientais e os riscos a que são submetidos os trabalhadores de grandes e médias lavanderias hospitalares e objetivos específicos diagnosticar os problemas peculiares aos serviços prestados em lavanderias hospitalares; Identificar os riscos físicos, químicos, biológicos e as doenças ocupacionais que estes trabalhadores estão expostos; sugerir medidas de redução ou atenuação dos riscos ocupacionais que os trabalhadores estão submetidos neste setor.

Constantemente, são denunciados nos meios de comunicação, casos de mortes de crianças, jovens, adultos e idosos, vítimas de infecção hospitalar. Ninguém está imune ao entrar num hospital como uma doença e sair (às vezes não consegue sair) com outra. Assim como os próprios funcionários do hospital que estão expostos, diariamente, a agentes biológicos, físicos e químicos, podendo contrair doenças ou sofrer acidentes das mais diversas naturezas. 

A área contaminada da lavanderia hospitalar é considerada uma das áreas críticas dos hospitais, capaz de oferecer risco potencial para os pacientes e/ou funcionários adquirirem uma infecção, devido ao estado em que os materiais manipulados neste local, geralmente são encontrados. Ocorre que, pela carência de cursos, literaturas e de profissionais no mercado de trabalho com conhecimento das técnicas de processamento de roupas hospitalares, a garantia de qualidade para uma roupa higienizada livre de todo e qualquer agente patogênico ainda é um objetivo que demorará muito a ser atingido. 

Este trabalho tem como finalidade, evidenciar os principais fatores que interferem na qualidade de uma lavanderia hospitalar, baseando-se em um estudo no Setor de Processamento de Roupas Hospitalares de alguns hospitais próprios e terceirizados da rede privada. Não existe, pois, a pretensão de limitar os fatores identificados como sendo os únicos a interferir nas condições de trabalho do setor, mas sim evidenciar os mais importantes. 

Não foi possível realizar uma análise microbiológica das roupas higienizadas no setor de processamento de roupas dos hospitais do referido municipio, a fim de verificar o seu nível bacteriológico. 

Devido a limitação de tempo, não foi realizado uma investigação junto aos pacientes, médicos, enfermeiros e demais usuários das roupas higienizadas no setor de processamento de roupas em estudo. Por isso, os referidos 'clientes' não foram considerados na avaliação. 

A metodologia utilizada neste trabalho de pesquisa consiste de duas etapas: a primeira com base no estudo, embora seja ainda escassa literatura e na fundamentação teórica do tema escolhido; a segunda parte consiste da utilização de entrevistas, observações, discussões e registros fotográficos, para avaliar as reais condições ambientais do referido setor.

2 LAVANDERIA HOSPITALAR

A unidade de processamento da roupa de serviços de saúde é considerada um setor de apoio que tem como finalidade coletar, pesar, separar, processar, confeccionar, reparar, e distribuir roupas em condições de uso, higiene, quantidade, qualidade e conservação a todas as unidades do serviço de saúde (GODOY et al, 2004).

Exerce uma atividade especializada, que pode ser própria ou terceirizada, intra ou extra-serviço de saúde, devendo garantir o atendimento à demanda e a continuidade da assistência. As roupas utilizadas nos serviços de saúde incluem lençóis, fronhas, cobertores, toalhas, colchas, cortinas, roupas de pacientes, fraldas, compressas, campos cirúrgicos, máscaras, propés, aventais, gorros, dentre outros (KONKEWICZ, s/d). 

Por meio desses exemplos, percebe-se que existe uma grande variedade de sujidades, locais de origem e formas de utilização dessas roupas nos serviços de saúde (KONKEWICZ, s/d). 

2.2 Divisão Física da Lavanderia Hospitalar
A Lavanderia Hospitalar está dividida fisicamente em duas áreas: a limpa e a suja. A esta divisão é dado o nome de barreira, parede ou divisória, que separa a parte higienizada (limpa) da contaminada (suja). A área limpa é destinada ao acabamento, armazenagem e distribuição das roupas hospitalares conforme figuras a seguir:

A área suja destina-se a separação, pesagem e lavagem da roupa coletada das unidades do hospital, ou seja, nos apartamentos, enfermarias, centros-cirúrgicos, emergências e UTI’s. A roupa coletada dessas unidades é trazida a área suja com grande concentração de microorganismos patogênicos. Daí a necessidade da barreira coagindo a ação dos microorganismos nas áreas já higienizadas. 

Após a coleta nos carrinhos transportadores das roupas sujas, a roupa é pesada e posteriormente removida dos sacos plásticos para seleção, classificação e lavagem.

As lavadoras sem barreira são utilizadas em lavanderias de baixo ou nenhum risco de contaminação, como hotéis, motéis, etc. As lavadoras com barreira são especialmente utilizadas para lavanderias com risco de contaminação, como em hospitais, indústrias alimentícias, etc. A barreira é a separação física (parede, divisória) entre os setores de roupa suja e roupa limpa. As máquinas com barreira funcionam com duas portas de abertura, sendo uma no lado suja e outra do lado limpo (FARIAS, 2006).

2.3 Equipamentos Utilizados na Lavanderia Hospitalar
Os equipamentos utilizados na lavanderia são divididos por áreas, as lavadoras estão na área suja e as centrífugas, secadores, calandras e ferros de passar integram a área limpa. As máquinas lavadoras com barreiras são horizontais e podem ser lavadoras-extratoras. Outros equipamentos como dobradoras de toalhas, prensas, caldeiras, dosadores de produtos químicos, filtros para tratamentos de água, etc, também integram os equipamentos para lavanderia. 

 Utilizar as técnicas adequadas para o processamento da roupa. Todos esses objetivos estão focados para um novo conceito hospitalar definido como hotelaria hospitalar, humanização da saúde e hospitalidade ou hospsi (FARIAS, 2006).

2.4 Recursos Humanos
O Serviço de Lavanderia conta com funcionários dispostos da maneira que se segue: Chefe de Lavanderia  Supervisor de turnos ou Encarregado de Lavanderia;  Lavadores,  Operadores da área suja (coleta de roupa)  Operadores da área limpa (entrega de roupa)  Auxiliar de Lavanderia;  Costureira.  Etc.

A diversificação dos cargos e funções varia de acordo com o tamanho, tipo e complexidade dos serviços da lavanderia.

Segundo Mezzomo (1992), o processamento de roupa envolve um elevado número de itens a considerar no seu planejamento, quais sejam: a planta física da unidade; a disposição dos equipamentos; as instalações hidráulicas; as técnicas de lavar, centrifugar, calandrar e secar; a dosagens dos produtos; a manipulação, transporte e estocagem da roupa; o quadro e jornada de trabalho do pessoal e a redução de custos.

Para Kotaka (1989), uma unidade de processamento de roupas bem planejada resultará na eficiência dos processos realizados, na economia dos custos operacionais e de manutenção, na confiabilidade, segurança e conforto dos trabalhadores e usuários.

No planejamento devem ser observados padrões e normas de segurança e saúde ocupacional, de proteção contra incêndio, de controle de infecção, recursos humanos, infra-estrutura física, equipamentos, produtos e
insumos, dentre outros (BRASIL, 2005 – NR 32; BRASIL, 2002).

Para Farias (2006), o sistema de lavagem de roupas deverá contemplar muito mais do que o próprio processamento da lavagem e sim uma nova formação ao conhecido círculo de Sinner que retrata que no processo de lavagem apenas quatro fatores eram relevantes, tais como: ação química (produtos) física (equipamentos) ação tempo e temperatura de lavagem. Cita portanto que uma nova formatação deverá ser aplicada, como desenvolvido e definido como círculo Skill.

Figura 9 Círculo Skill – A revolução na arte de lavar.

2.5 Condições para o Funcionamento

A unidade de processamento de roupas está sujeita ao controle sanitário pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária – SNVS, conforme definido na Lei 9.782 de1999, tendo em vista os riscos à saúde dos usuários, trabalhadores e meio ambiente relacionados aos materiais, processos, insumos e tecnologias utilizadas (BRASIL, 1999).

A unidade de processamento de roupas, quando terceirizada, não poderá funcionar sem o alvará sanitário / licença de funcionamento emitido pelo órgão de vigilância sanitária estadual ou municipal. O alvará / licença somente será concedido após a inspeção do serviço para verificação das condições de funcionamento e se a execução do projeto está de acordo com a aprovação prévia da vigilância. O serviço que funcionar sem esse documento estará infringindo a Lei Federal nº. 6437/77 (BRASIL, 1977).

Vale ressaltar que as unidades que fazem parte de um serviço de saúde não precisam de um alvará sanitário específico, uma vez que o serviço ao qual pertence deverá possuir tal alvará. As unidades de processamento de roupas terceirizadas, intra ou extra-serviços de saúde, devem possuir alvará sanitário próprio. Normalmente esse documento é solicitado no ato do início das atividades; quando houver alterações de endereço, do ramo de atividade, do processo produtivo ou da razão social; quando tiver ocorrido fusão, cisão e incorporação societária; ou anualmente, conforme definição da vigilância sanitária local (BRASIL, 2006).

2.6 Normas do Setor
Os funcionários deverão estar devidamente paramentados: EPI’s recomendados e uniformes; deverão cumprir as normas e rotinas estabelecidas para o setor; deverão manter o setor sempre higienizado e organizado; deverão realizar controle de todo material e das condições das máquinas do setor. 

O trabalho deverá ser realizado de forma segura, organizada, econômica e com responsabilidade. O supervisor deverá apresentar relatório mensal das atividades desenvolvidas pelo setor. Essas recomendações permitem um maior controle sobre as atividades potenciais de risco encontradas na lavanderia.

3 ERGONOMIA
É considerada como sendo “o conjunto de conhecimentos científicos relativos ao homem e necessário à concepção de instrumentos, máquinas e dispositivos que possam ser utilizados com o máximo de conforto, segurança e eficácia”. (WINNER, 1987) 
Uma definição concisa da ergonomia é a seguinte: “Ergonomia é o estudo do relacionamento entre o homem e o seu trabalho, equipamento e ambiente, e particularmente a aplicação dos conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia na solução de problemas surgidos deste relacionamento” (Ergonomics Research Society -Inglaterra, apud IIDA, op. cit). 

Os objetivos da ergonomia são a segurança, satisfação e o bemestar dos trabalhadores no seu relacionamento com sistemas produtivos. A eficiência virá como resultado. A eficiência não é objetivo principal da ergonomia, porque ela, isoladamente, poderia significar sacrifício e sofrimento dos trabalhadores e isso é inaceitável. A ergonomia visa em primeiro lugar, o bem-estar do trabalhador.

Assim sendo, a ergonomia como área de conhecimento, vem orientando os estudos das trocas regulamentadoras entre o ambiente profissional e o trabalho, podendo se constituir um instrumento de grande significação para o pequeno e médio empresário, pois, além de melhorar a qualidade e incrementar a produtividade, atingirá ela, seu alvo principal, que é a melhoria da qualidade de vida no trabalho (RAZERA, 1994).

A ergonomia é o estudo da adaptação do trabalho ao homem. Para atender ao seu objetivo a ergonomia estuda diversos aspectos do comportamento humano no trabalho, que são:  Homem: As características físicas, fisiológicas e sociais do trabalhador; influência do sexo, idade, treinamento e motivação;  Ambiente: As características físicas que envolvem o homem durante o trabalho, ruídos, temperatura, vibrações, luz, cores, gases e outros;  Máquina: Equipamento e ferramentas utilizadas pelo trabalhador durante o exercício de sua função;  Informações: São as comunicações existentes entre os elementos de sistema, a transmissão de informações, o processamento e a tomada de decisões;  Organização: Conjunto de elementos acima citados no sistema produtivo, envolvendo os aspectos como horários, turnos de trabalho e formação de equipe;  Conseqüências do trabalho: São as questões de controle, como tarefas de inspeções, estudos dos erros e acidentes, além dos estudos de gastos energéticos, fadiga e “stress” (IIDA,1990). 

4 DIFICULDADES ENFRENTADAS PELOS TRABALHADORES DA LAVANDERIA HOSPITALAR.

Durante as realizações das atividades, os trabalhadores enfrentam dificuldades relacionadas às relações de trabalho, às capacidades técnicas, e às condições especiais e ambientais. Elas serão comentadas a seguir.

6.1 Dificuldades relacionadas às relações de trabalho As relacionadas às relações de trabalho são: o trabalho intensivo, a baixa escolaridade, os baixos salários, a discriminação por parte dos demais setores que consideram seu trabalho “sujo”, as péssimas condições ambientais caracterizam o que Rosciano (1999/88) “denominou complexo de senzala” ao referir-se as condições ambientais de uma lavanderia hospitalar. Esse setor lida com variações de taxas de absenteísmo e de rotatividade vinculadas com o mau relacionamento do trabalhador com a chefia e as más condições de trabalho.

6.2 Dificuldades relacionadas às capacidades técnicas
Uma lavanderia hospitalar tem importante papel nos fluxos produtivos de um hospital, pois nela se faz a assepsia das roupas, compressas, cobertores e lençóis usados pelos doentes. A queda ou ausência de qualidade nos serviços prestados pela lavanderia hospitalar. pode influenciar negativamente as práticas preventivas relacionadas às infecções hospitalares. As demandas imprevisíveis aumentando a aceleração da produção é outro problema enfrentado na lavanderia hospitalar, pois o processo tem que ser acelerado, mas a capacidade das máquinas é limitada. 

Normalmente os hospitais investem em novas tecnologias de atendimento clínico, diagnóstico e internações na UTI. A modernização destes setores aumenta o número de pacientes por dia, aumentando também a
demanda de serviços de lavanderia, onde as melhorias das condições de trabalho não ocorrem com a mesma intensidade. Isto desencadeia horas extras e gambiarras em máquinas que estão com defeito, e o bom e velho jeitinho brasileiro. A sobrecarga de trabalho é visível nos seus três aspectos: físico, cognitivo e psíquico. 

6.3 Dificuldades relacionadas às condições especiais e ambientais 

O espaço onde a produção é realizada oferece inadequações que dificultam a realização do trabalho: passagens estreitas, ausência de locais destinados a estoques intermediários e de bancadas de apoio para colocação das roupas de espera; carrinhos com acentuada profundidade, impondo posturas inadequadas para alcançar as roupas, os funcionários da área suja e da área limpa circulam livremente nas duas áreas devido à posição do banheiro, do bebedouro e do telefone. O Ambiente da lavanderia é bastante ruidoso, devido à existência de diversas máquinas. Os trabalhadores que operam as centrífugas, sofrem com as vibrações ao tentarem frear essas máquinas. Mesmo quando a centrifuga possui pedais de freio, a vibração é transmitida para o corpo através dos pedais. Mas quando eles não existem, os trabalhadores colocam um pedaço de pau para frear, recebendo a vibração inicialmente nos braços.

7 AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS NA LAVANDERIA HOSPITALAR

No segundo significado atribuído à palavra risco “expressa uma probabilidade de possíveis danos dentro de um período de tempo ou número de ciclos operacionais", que podem ser relacionados à probabilidade de ocorrência de um acidente multiplicado pelo dano decorrente deste acidente, em unidades operacionais, monetárias ou humanas. Como foi dito, a palavra “risco” indica, normalmente, a possibilidade de existência de perigo. 
De acordo com a NR-9 da Portaria Nº. 25 de 29 de dezembro de 1994, os agentes potenciais de danos à saúde do trabalhador, podem ser definidos como sendo:
7.1 Agentes Físicos
Ruídos, vibrações, radiações ionizantes, radiações não-ionizantes, frio, calor, pressões anormais e umidade.
7.2 Agentes Químicos Poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores e substâncias, compostos ou produtos químicos em geral.
7.3 Agentes Biológicos Vírus, bactérias, protozoários, fungos, parasitas e bacilos. 
7.4 Riscos Ergonômicos Esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de peso. Exigência de postura inadequada, controle rígido de produtividade, imposição de ritmos excessivos, trabalho em turno noturno, jornadas de trabalho prolongadas, monotonia e repetitividade, além de outras situações causadoras
de stress físico e / ou psíquico.
7.5 Riscos de Acidentes São situações de trabalho cujo arranjo físico é inadequado, as máquinas e equipamentos estejam sem proteção, as ferramentas são inadequadas ou defeituosas, iluminação inadequada, eletricidade, probabilidade de incêndio ou de explosão, armazenamento inadequado, animais peçonhentos além de outras situações de risco, que podem contribuir para a ocorrência de acidente. 

Dentre os riscos citados acima, o agente que mais preocupa a saúde dos funcionários de um hospital é aquele que diz respeito a transmissibilidade de doenças. 
Os equipamentos da lavanderia hospitalar trabalham com sistemas mecânicos, eletro-mecânicos, motorização, produtos químicos, sistemas de aquecimentos, e esses equipamentos podem, com o uso indevido, provocar sérias lesões aos usuários, se as medidas efetivas de segurança não forem adotadas. 

Entre as lesões, o traumatismo é mais comum, podendo também ser incluídos acidentes com mutilações. Os acidentes podem ser provocados por inabilidade operacional, por descaso ou desconhecimento das normas (não justificável) ou por falhas nos equipamentos (FARIAS, 2006). 

7.6 Equipamentos e Principais Riscos de Acidentes
 Máquinas de lavar Traumatismos, queimaduras, mutilações, choque elétrico e morte;
Centrífugas Traumatismos, mutilações, choque elétrico e morte; 
Secadoras Traumatismos, queimaduras, mutilações, choque elétrico e morte;
Calandras Traumatismos, queimaduras, mutilações, choque elétrico e morte;
Caldeiras Queimaduras por fogo, queimaduras por água quente, queimaduras por tubulações quentes, mutilações, explosões, choque elétrico e morte.

Precauções:
A prevenção dos riscos pode ser realizada pela adequação operacional dos equipamentos, monitorada por meio de auditorias prévias, como instalar:  sensores de segurança nas lavadoras, centrífugas e secadoras;
reversores nas calandras;  válvula de segurança de pressão e temperatura. 

Um dos principais agentes de acidentes com conseqüências trágicas da lavanderia é exatamente a exposição da correia, ou ausência do protetor de polia.

7.7 Riscos Químicos
A não observação nas advertências dos rótulos dos produtos usados no processo de lavagem tem sido a grande explicação para o crescente número de acidentes químicos no setor de lavanderia. É de suma importância, que antes de manipular produtos químicos, se tenha ciência de com fazê-lo. Para isto foi observado os principais produtos e seus respectivos riscos. São eles:
Detergentes Inalação, ingestão, contato com os olhos, contato com a pele;
Alvejante Inalação, ingestão, contato com os olhos, contato com a pele;
 Acidulante Inalação, ingestão, contato com os olhos, contato com a pele;
Amaciante Ingestão, contato com os olhos, contato prolongado com a pele;
Solventes, removedores de ferrugem, tira-manchas Inalação, ingestão, contato com os olhos, contato com a pele. 

A manipulação inadequada dos produtos utilizados em lavanderias pode, variando com o tipo de produto, a concentração, a forma e tempo de contato ou exposição, provocar acidentes gravíssimos e até letais. Entre os riscos de acidentes podem ser citados a seguir: 
Inalações: provocam irritações nas mucosas e vias respiratórias;
Ingestão: provocam queimaduras, problemas gastrintestinais e morte;
Contato com os olhos: irritações leves ou cegueiras;
Contato com a pele: irritações, queimaduras e alergias.

OBS.: Os produtos clorados, oxidantes ou redutores podem provocar asfixia. 

As maiores ocorrências de acidentes químicos são oriundas do setor de lavanderia hospitalar. Entre as causas já citadas, existe o desrespeito das normas de segurança. Os EPI’s mal usados ou não usados. 

7.8 Riscos Biológicos
Os riscos biológicos ou bacteriológicos são provocados por bactérias, riquétsias, clamídias, vírus, fungos, protozoários, e parasitas, originados pelo ambiente ou por fatores do ambiente. 

É no processo de lavagem e especificamente na área suja, que esses riscos são mais freqüentes. Os trabalhadores da lavanderia (área suja) estão sujeitos a contraírem contaminações diretas e indiretamente. Quando a roupa é despejada no chão para ser separada e pesada, o funcionário entra em contato com sangue, secreções e fezes. Existe ainda, a possibilidade de se ferirem com o material pérfuro-cortante embolados nas roupas.
Ausência de Óculos:
Protetor p/ olhos
Ausência de Luvas:
Proteção p/ mãos
Ausência de Máscara:
Proteção p/ mucosas
Produtos Químicos
Ausência de Avental:
Protetor do corpo

A contaminação da roupa hospitalar depende basicamente da quantidade de sua sujidade e da proveniência desta sujidade. Roupas sujas de fezes, secreções purulentas, urina, sangue, secreções vaginais, uretrais, gástricas e outras secreções e excreções corporais apresentarão muito maior quantidade de microrganismos do que roupas com sujidade não proveniente de pacientes, como alimentos, líquidos diversos, poeira, etc. Quanto maior a quantidade da sujidade, também obviamente maior será a quantidade de microrganismos presentes na roupa suja. 

Um estudo feito por Church e Loosli (1953), da Universidade de Chicago, demonstrou que roupas hospitalares sujas apresentavam uma média de 2 x 104 bactérias/100 cm2. Lençóis, fronhas e roupas de pacientes apresentavam maior contaminação do que colchas e cobertores. Lençóis de baixo ou inferiores apresentavam maior número de bactérias do que os superiores e a parte aproximada da cabeceira das roupas de cama também demonstraram maior contaminação do que a parte dos pés da cama. As bactérias mais encontradas neste estudo foram Bacillus sp, Escherichia coli e outros gram-negativos.

Mesmo que o processo de lavagem, centrifugação, secagem e calandragem da roupa sejam os mais adequados possíveis, o resultado final não representa eliminação total de microrganismos, já que não significa um processo de esterilização (BARRIE, 1994; PUGLIESE et al, 1992; MARTIN, 1992 apud KONKEWICZ, s/d).

No clássico e pioneiro estudo de Arnold, em 1938, as contagens de bactérias, nas suas mais diversas formas, caíram para zero após o último processo de calandragem da roupa, restando apenas formas esporuladas. Church e Loosli, em 1953, em contraposição ao estudo de Arnold, não demonstraram ausência de contagens bacterianas. A roupa limpa recémprocessada apresentou variações nas contagens bacterianas de 8 x 10 bactérias a 2 x 103 bactérias/cm2, principalmente por gram-positivos como Staphylococcus spp. e Streptococcus sp., enquanto as bactérias Gramnegativas foram encontradas em quantidades inexpressivas. 

A meta principal a ser atingida após o processamento da roupa deve ser a redução das contagens microbianas para níveis aceitáveis, ou seja, livre de patógenos em quantidade e qualidade suficientes para transmitir doenças (BARRIE, 1994; PUGLIESE et al, 1992; MARTIN, 1992 apud KONKEWICZ, s/d).). Wetzler e colaboradores, em 1971, sugeriram um limite máximo de tolerância de contagens bacterianas de 6 x 103 esporos de Bacillus spp. por 100 cm2 de roupa limpa.

As contagens de microrganismos na roupa limpa aumentam, entretanto, com o passar dos dias, dependendo das condições de transporte e armazenamento. Neste mesmo estudo de Church e Loosli (1953) a análise da roupa limpa colocada sobre camas apresentou aumento de contaminação após 2 a 10 dias sem uso, principalmente as roupas mais expostas. 

7.9 Risco de Aquisição de Infecções Hospitalares Através das Roupas 

Apesar de a roupa suja ser identificada como fonte de um largo número de certos microorganismos patogênicos, o risco de transmissão de doenças para os trabalhadores do hospital e para os pacientes que mantém contato direto com a roupa é negligenciável. Poucos estudos, e não muito recentes, relatam infecção cruzada associada com roupa em pacientes e em trabalhadores de hospitais. 

Em 1956, Kirby e Corpron, da Universidade de Washington, sugeriram a possibilidade de colchões e cobertores contaminados com bactérias coliformes estarem associados com a aquisição de infecções urinárias por estes mesmos microrganismos em pacientes cateterizados.

Em outro estudo, em um hospital de Cleveland, em 1964, Gonzaga e colaboradores associaram a transmissão de Staphylococcus para recémnascidos através de cobertores, fraldas e roupas contaminadas.
English e colaboradores descreveram, em 1967, a ocorrência de infecção fúngica por Tinea pedis nos dedos e unhas dos pés de pacientes internados em um hospital psiquiátrico de Bristol, Inglaterra, causada por meias contaminadas.

Um surto de gastroenterite por Salmonella typhimurium, que envolveram pacientes e trabalhadores, em um hospital americano, em 1975, foi relatado por Steere e colaboradores, no qual a fonte de contaminação para alguns funcionários da lavanderia acometidos pela doença foram lençóis contaminados.

Em um estudo mais recente, de 1994, Standaert e colaboradores demonstraram a transmissão de Salmonella hadar, causando gastroenterite em funcionários da área suja da lavanderia, através do manuseio com roupas contaminadas. 

Apesar destes e outros poucos relatos relacionando a aquisição de infecções através da roupa, estudos mais recentes estão deixando bastante evidente que a eliminação da carga microbiana ambiental pouco interfere na diminuição das taxas de infecções nosocomiais (McGOWAN, 1982; MAKI et al, 1982 apud KONKEWICZ, s/d). Portanto, culturas ambientais de rotina não têm sido recomendadas, o que explica a carência de estudos mais recentes analisando contaminação de roupas hospitalares.

No Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o maior número de notificações de infecções em funcionários da lavanderia são pediculoses em cabelos e barbas, escabioses e conjuntivites (dados do Serviço de Medicina
Ocupacional e do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do HCPA).

Parece claro que a adoção de rotinas adequadas quanto ao recolhimento, transporte e processamento da roupa suja, distribuição e armazenamento da roupa limpa, além da proteção adequada dos funcionários que manuseiam com roupa suja, deveriam prevenir qualquer potencial de infecção cruzada (GARDNER, 1996; CDC, 1987 apud KONKEWICZ, s/d). 

O eficiente processamento das roupas hospitalares depende basicamente de uma boa operacionalização do serviço, de adequada área física e equipamentos, administração competente e treinamento de pessoal. 

A operacionalização da lavanderia abrange todo o circuito da roupa, desde sua utilização nas diversas unidades do hospital, separação e acondicionamento da roupa suja nestas unidades, coleta e transporte, até sua redistribuição e armazenamento após o devido processamento (BRASIL, 1986).

Os riscos, onde quer que se encontrem, podem e devem ser analisados, visando sua eliminação ou controle. Desde que um conjunto de ações possa ser viabilizado, a compreensão de sua natureza pode ser levada a efeito. Esse conjunto de ações recebe o nome de investigação e análise ambiental. A tomada de decisão deve ser fundamentada tecnicamente em três conceitos básicos que são:
a) Reconhecer: Identificar, caracterizar, saber apontar qual dos agentes de riscos de danos à saúde estão presentes no ambiente de trabalho; 
b) Avaliar: Saber quantificar e verificar, de acordo com determinadas técnicas, a magnitude do risco. Se é maior ou menor, se é grande ou pequeno, comparado com determinados padrões;
c) Controlar: É adotar medidas técnicas, administrativas, preventivas ou corretivas de diversas naturezas, que tendem a eliminar ou atenuar os riscos existentes no ambiente de trabalho (BRASIL, 1985).

As áreas hospitalares são classificadas, segundo o risco potencial de aquisição de infecções, em críticas, semi-críticas e não críticas. Áreas críticas: são aquelas que oferecem risco potencial para o paciente adquirir uma infecção, seja devido aos procedimentos realizados, seja pela imuno-depressão do paciente que as ocupa, seja devido à manipulação de materiais infectantes, seja devido às particularidades que aí se desenvolvem.

Entre elas estão: as salas cirúrgicas, ante-sala de retirada de material e seus expurgos; a sala de recuperação pós-anestésica; os quartos de pacientes da UTI; os quartos de pacientes em isolamento; os quartos intensivos das enfermarias de emergência clínica e cirúrgica; o pronto socorro; os expurgos das unidades de atendimento e internação; o berçário; os laboratórios de análises clínicas, anatomia patológica e biologia molecular; a área suja da lavanderia, etc. (W3). 

Áreas semi-críticas: são todas aquelas ocupadas por pacientes de doenças não infecciosas, doenças infecciosas não transmissíveis, exemplo:
ambulatórios, radiologia, enfermarias, ultra-sonografia; e central de esterilização de materiais (W3). 
Áreas não críticas: são todas as áreas hospitalares que teoricamente não apresentam risco de transmissão de infecção. São as áreas não ocupadas com pacientes ou funcionários.

7.10 Cobertores Como Fonte de Contaminações

Os cobertores podem freqüentemente representar mais uma fonte de contaminação, uma vez que não são trocados diariamente, nem lavados com muita freqüência. Estudos feitos em Curitiba mostraram que, de uma amostra de 28 cobertores, 100% estavam contaminados, independente de estar em uso ou não (LEME, 1990).
Outros estudos anteriormente citados também tem demonstrado contaminação dos cobertores (KIRBY, 1956; GONZAGA, 1964). A recomendação, portanto, seria a lavagem dos cobertores após a alta e após
qualquer contaminação evidente. 

7.11 Esterilização das Roupas Hospitalares

Como já foi citado anteriormente, o processamento normal da roupa não resulta em eliminação total dos microrganismos, especialmente em suas formas esporuladas. Para isto, seria necessário um processo de esterilização, preferencialmente através de autoclavação a vapor e pressão. Quando existe possibilidade da roupa entrar em contato com pele não íntegra, áreas cruentas, mucosas e tecidos expostos, necessariamente
devem ser prevista sua esterilização. Isto se aplica para procedimentos cirúrgicos, procedimentos invasivos, em queimaduras e outras situações em que ocorra a quebra da barreira de proteção da pele (PUGLIESE, 1992; MARTIN, 1993; RHAME, 1992).

Mesmo se tratando de pacientes imuno-deprimidos, a necessidade de esterilização das roupas se aplica somente para as situações relatadas anteriormente. Esta é uma prática que vem sendo seguida por muitos hospitais brasileiros.

Em outros países se observa a mesma realidade. Um estudo realizado por Meyer e colaboradores, em 1981, demonstrou que, apesar das recomendações do uso de roupas esterilizadas para recém-nascidos, pela Academia Americana de Pediatria, 74% dos hospitais americanos, que responderam a um questionário, não seguiam esta recomendação. Neste estudo também foram realizadas culturas das roupas não esterilizadas utilizadas na unidade de neonatologia de um hospital de Indianápolis, que resultou em 68% de culturas positivas. Entretanto, somente 2,5% apresentavam contagens maiores de 20 colônias por placa, com prevalência de Staphylococcus epidermidis, Diphtheroides e Micrococcus spp., ou seja, quantidades muito pequenas de microrganismos para causar infecções. 

7.12 Principais Medidas de Proteção Contra Agentes Biológicos

O serviço de processamento de roupas pode ser uma fonte de contaminação, principalmente para os trabalhadores desse local, por isso é necessário adotar medidas de controle rigorosas direcionadas para a
biossegurança (GODOY, 2004). 

A NR-32 dispõe sobre os cuidados específicos que devem constar do PPRA e PCMSO em relação às medidas de proteção contra os agentes biológicos. Também refere que em caso de exposição acidental as medidas de proteção devem ser adotadas imediatamente. Essa norma também orienta os trabalhadores a comunicar imediatamente todo acidente ou incidente com possível exposição a agentes biológicos ao responsável pelo local de trabalho e, quando houver, ao Serviço de Segurança e Saúde do Trabalho e à CIPA (BRASIL, 2005).

Todo local onde exista a possibilidade de exposição a agente biológico, como é o caso do serviço de processamento de roupas, deve possuir lavatório exclusivo para higiene das mãos provido de água corrente, sabonete líquido, toalha descartável e lixeira provida de sistema de abertura sem contato manual (BRASIL, 2005).
A vacinação dos trabalhadores é uma ação primordial para a prevenção das doenças imunopreveníveis. A vacinação dos trabalhadores da unidade de processamento está normalizada por meio da NR-32. As Principais vacinas indicadas para trabalhadores da área de saúde são: vacina contra hepatite B, vacina contra difteria e tétano, vacina contra febre amarela, vacina contra sarampo, caxumba e rubéola, vacina contra tuberculose, vacina contra influenza e Pneumococos, vacina contra varicela e vacina contra hepatite A.
Todos essas patologia estão diretamente relacionados com a manipulação das roupas hospitalares, pois seus agentes estão presentes nas compressas e campos cirúrgicos e/ou nos matérias pérfuro-cortantes embolados na roupa. Também, é no sangue e nas fezes que os agentes patogênicos mais se concentram, obrigando assim, o cuidado atencioso por parte do funcionário na manipulação dessa roupa contaminada. 

8 QUALIDADE NA ÁREA DE SAÚDE
A prestação de serviços de saúde é uma atividade complexa por uma série de fatores internos e ambientais que podem comprometer seus resultados. A prestação de serviços médicos e de saúde tem sua legitimidade
no respeito aos princípios de equidade, qualidade, eficiência, efetividade, e aceitabilidade. Isso supõe e exige uma liderança administrativa, a ser definida e entendida a partir da compreensão da própria ciência da administração da saúde. 
A fim de melhor compreender os conceitos dos princípios acima enunciados, Mezomo (1995) define: Eqüidade: oferta de recursos de atenção à saúde da população segundo os critérios da justiça social, observando sua adequação às necessidades da comunidade, à facilidade de acesso, com segurança, aos mesmos, e às expectativas dos profissionais neles envolvidos;  Qualidade: é a correspondência entre aquilo que o serviço se propõe oferecer à comunidade e sua efetiva consecução;  Eficiência: é a relação de otimismo do uso dos recursos utilizados na consecução de um produto (efeito ou resultado). Eficiente, pois, é o serviço que tem um custo otimizado;  Efetividade: é a medida do nível de obtenção dos objetivos globais dos serviços de saúde;  Aceitabilidade: é a avaliação positiva do serviço pela comunidade usuária.

Embora seja difícil descrever o complexo conjunto de relações entre a administração da saúde e os muitos outros componentes do sistema de cuidados de saúde, as funções administrativas do sistema podem ser descritas utilizando a teoria geral de sistemas. 
A administração, no sistema de prestação de serviços de saúde, pode ser vista como um processo que converte um grupo de insumos (necessidades dos clientes, planos para novos serviços e outros) com sucesso ou fracasso, oferecendo um feed-back para a realimentação do processo.

O sistema de prestação de serviços de saúde é um sistema aberto, enquanto sofre variadas influências ambientais, sócio-ecônomicas, políticas e tecnológicas, que podem por vezes, beneficiar ou dificultar o processo de prestação de serviços.

A redução de erros e defeitos ou condições inseguras e a eliminação de causas de insatisfação, contribuem significativamente para a visão de qualidade pelos pacientes e funcionários, e são, deste modo, partes importantes da qualidade centrada no paciente (BRASIL, 1995).

O desenvolvimento contínuo da qualidade significa investir nos processos e na avaliação dos mesmos, visando alcançar melhores e mais consistentes resultados.

Os bons cuidados do paciente e os melhores resultados são vistos como produtos das ações e interações de todas as pessoas envolvidas nos mesmos. A performance é assim, o reflexo de uma grande variedade de
sistemas e subsistemas que congregam as funções essenciais do dia-a-dia. Nestes sistemas podem ocorrer falhas humanas, mas as ações corretivas de melhor resultado são as que visam a melhoria dos sistemas (MEZOMO, 1995).

Dentre as organizações de saúde que vêm se preocupando com a qualidade de seu atendimento à população, estão os hospitais. As suas características e peculiaridades os tornam a cada dia um desafio, devido às suas mais variadas situações enfrentadas diariamente. A expressão tantas vezes dita: “o paciente é a razão de ser do hospital” está finalmente, tendo sentido, pelo menos nos hospitais interessados na prática de uma administração de nova geração, que é a administração preocupada com a melhoria contínua da qualidade (BRASIL, 1995).

9 CONCLUSÕES

No país, há uma situação caótica do sistema de saúde face à ausência de recursos governamentais suficientes, o que tem provocado o agravamento das condições de trabalho dos profissionais e o setor hospitalar. É grande o desafio de encontrar soluções para reverter este quadro, especialmente nos estabelecimentos que atendem pelo SUS e têm em seus recursos a maior parcela de sua sobrevivência. Através do estudo aqui apresentado, foi possível identificar os principais fatores que determinam as condições ambientais e de segurança do trabalho em lavanderias hospitalares que certamente influenciam na saúde e integridade física dos trabalhadores. 
São eles:
O ambiente físico (condições ambientais: térmicas, e acústicas);
Condições de segurança e higiene;
Organização espacial: (localização, espaço, e layout);
Produtos ou insumos (detergente, amaciante, acidulante, pasta umectante, alvejante e água);
Maquinários (lavadora, calandra, centrifuga e secador) e mobiliários (mesas e armários);
Processo (triagem, lavagem, centrifugagem, secagem, dobragem e armazenagem e distribuição);
Recursos humanos (qualificação, domínio do processo e saúde);

Aspectos organizacionais;
A forma de utilização das roupas pelos clientes. A partir destes fatores, o estudo de avaliação das condições ambientais em lavanderias hospitalares, que foi realizado no Setor de Processamento de Roupas de vários hospitais onde pôde-se perceber que, todos estes fatores interagem entre si, interferindo uns nos
outros. 

Os fatores identificados como principais responsáveis pela determinação das condições ambientais de uma lavandeira hospitalar se mostraram coerentes e correlacionados entre si (o ambiente físico, os produtos ou insumos, os maquinários, o processo, os recursos humanos, os aspectos organizacionais e a forma de utilização das roupas pelos clientes). Além destes, foram identificados anomalias de instalações de maquinários como; ausências de acessórios protetores, instalações elétricas expostas e mal acabadas, carrinhos profundos dificultando o trabalho dos colaboradores da lavanderia, inexistência ou ausência dos EPI’s e desrespeito com as normas de seguranças.

A metodologia de avaliação se mostrou eficiente, ao possibilitar a identificação dos pontos críticos do setor e fazer recomendações para sua correção ou controle uma vez que o estudo proposto exige uma avaliação dos níveis de iluminação, ruído e temperatura, mediante a realização de medições utilizando equipamentos apropriados. Recomenda-se que tais procedimentos sejam realizados por profissionais capacitados para tal ou mesmo pela equipe de profissionais do setor de Engenharia de Segurança e Medicina no Trabalho (SESMT) do próprio hospital, ou da instituição ao qual o hospital está inserido. 

Estes profissionais têm conhecimento das técnicas de medição uma vez que utilizam tais aparelhagens normalmente em seu trabalho. As demais avaliações que o modelo apresenta deverão ser realizadas por profissionais que tenham conhecimento específico na área de administração de lavanderias. 

A discrepância da evolução tecnológica dos outros setores do hospital para a lavanderia é uma das causas que compromete a segurança do trabalhador. Entretanto só adquirir novas máquinas não resolverá completamente o problema. O trabalho na lavanderia é considerado de maneira geral, extremamente pesado. Entretanto nas lavanderias algumas tarefas são consideradas mais penosas que outras pelos trabalhadores. A melhoria deste aspecto depende de uma reorganização do trabalho. 

Os administradores, engenheiros e projetistas na maioria das vezes desconhecem as atividades realizadas nas lavanderias. Eles são responsáveis pelo planejamento do trabalho, das manutenções, dos treinamentos e dos espaços físicos. Desconhecer as rotinas do trabalho, pode ser a causa principal das várias inadequações encontradas. 

10 RECOMENDAÇÕES PARA TRABALHOS FUTUROS
A partir deste trabalho, espera-se que outros sejam realizados como forma de validar as idéias aqui apresentadas, seja para aperfeiçoá-las, consolidá-las, ou mesmo, rejeitá-las. Com o apoio e contribuição de profissionais, com as mais variadas formações básicas, possibilitou a realização deste trabalho, espera-se que ele também possa auxiliar vários profissionais, fortalecendo a idéia de que é importante a interdisciplinaridade para se chegar a resultados satisfatórios. Um trabalho de suma importância, que poderá ser feito, é realizar uma análise de custos da produção de roupas higienizadas, em serviços de processamentos de roupas hospitalares, considerando todos os fatores aqui apontados. 

Outro trabalho a ser realizado é o desenvolvimento de uma metodologia de análise da qualidade de roupas hospitalares, que considere os aspectos de composição, aparência, durabilidade, nível bacteriológico e adequação às suas funções. O estudo da importância de um programa de treinamento bem estruturado e uma política de motivação e/ou estimulação para trabalhadores de lavanderia é um tema a ser abordado, visto a sua importância para o bom funcionamento de uma lavanderia hospitalar num mercado onde existe uma carência de profissionais com formação e conhecimento específico de processos de higienização de roupas hospitalares.

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6 comentários:

  1. eu adorei o conteúdo deste trabalho, me ajudou muito em uma pesquisa que eu estava fazendo e me tirou algumas dúvidas.
    Eu ja terminei meu curso de segurança do trabalho a uns 7 meses, e só agora consegui estagiar,então muitas coisas que eu não sabia, por que ter a teoria é fácil, a vivencia do dia-a-dia é diferente.

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    1. O livro Manual de Segurança na Higiene e Limpeza de Cozinhas, Ambientes e Lavanderias aborda com mais detalhes a segurança na Lavanderia (Autores: Adm Hospitalar Roberto Maia Farias e Eng Químico e Segurança Wilton Lopes Cruz).

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  2. O conteúdá o está muito explicito, gostei muito de ler, ainda mais porque vou trabalhar numa lavandaria hospitalar em Paris. Gostava de ter algumas dicas sobre higiene e segurança no trabalho de lavandarias industriais.
    Bem aja!
    Obrigada

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  3. Agradecemos o comentário. Ver mais detalhes no Livro Manual para Segurança na Higiene e Limpeza de Cozinhas, Ambientes e Lavanderias.

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  4. Muito obrigada!
    Esse setor é bem especifico, por isso precisamos entender bem os riscos para saber amenizar já que o risco biológico só conseguimos amenizar com o bom uso de EPIS, pois eliminá-lo é eliminar o trabalho, já adotei o uso de respiradores PFF2 mas ainda tenho dúvidas quanto as luvas pois as nitrilicas chegam a custar R$ 9,00, e me aconselharam a usar as luvas cirurgicas, mas como são finas tenho medo de não ser uma proteção eficiente, se tiver algo a acrescentar eu agradeço!

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    1. A Classificação da roupa hospitalar na unidade hospitalar é o início da redução dos riscos. A lavanderia apresenta riscos em todo o ciclo de lavagem, desde a retirada da roupa suja do leito até a entrega da roupa limpa para novo uso. Na lavanderia, os principais riscos são os químicos, biológicos e os físicos (perfuro-cortantes). Os químicos são minimizados/ eliminados com dosadores, os biológicos e os físicos com EPI.

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