Continuando o projeto
- Como montar uma lavanderia de pequeno porte - estamos postando o 2 tópico que
aborda o Plano Estratégico referente aos conceitos de Crenças, Mitos, Valores,
Missão e Visão.
Que os
tópicos apresentados possam contribuir para melhoria da qualidade na gestão de
métodos, processos e produtos da lavanderia.
De acordo com CARVALHO et. al
(2008), em estratégia empresarial, existe uma relação entre valores, missão,
visão, objetivos, metas e estratégia. Estes autores defendem um esquema, em que
a visão funciona como uma "umbrella" à missão, aos objetivos e a estratégia
e os valores são o balastro, a fundação de todo o movimento. Segundo os autores
a visão, misão objetivos e valores permitem conhecer o "para onde se que
ir" enquanto a restante estratégia permite respostas ao "por onde se
pretende ir" em "quanto tempo", "com quem" (Recursos
Humanos) e, principalmente, "quanto custará e quanto ganharemos nessa
viagem".
A avaliação dos riscos caberá ao resultado do "Diagnóstico ambiental e análise SWOT". (Tópicos das próximas postagens).
Mas, continuando....
A administração além de ser considerada Arte de Praticar a
Ciência pode ser comparada como uma sortida FARMÁCIA. (Existem medicamentos
para todas as doenças da organização). Caberá ao administrador avaliar
(diagnosticar) as doenças mais Graves, mais Urgentes ou as Tendências (Método
GUT) e, numa decisão inteligente priorizar a medicação, a dosagem, a frequência e a forma de tratamento.
Cuidado!!! Observar sempre: O medicamento correto, na dose correta, na via correta, na frequência correta, na hora correta, no paciente certo.
Cuidado com prescrições empíricas e auto-medicação.
Cuidado!!! Observar sempre: O medicamento correto, na dose correta, na via correta, na frequência correta, na hora correta, no paciente certo.
Cuidado com prescrições empíricas e auto-medicação.
O Diagnóstico deverá ser muito bem elaborado antes de remeter a empresa à qualquer tratamento, mesmo que em caráter emergencial.
O DIAGNÓSTICO PASSA PELA SENSIBILIDADE DA GESTÃO.
GESTÃO
EMPRESARIAL
O
termo gestão deriva do latim gestione e
significa gerir, gerência, administração. Administrar é planejar, organizar, dirigir e controlar recursos, visando
atingir determinado objetivo. Segundo o professor Catelli, gerir é fazer as
coisas acontecerem e conduzir a organização para seus objetivos.
As
evoluções do modo de como se olhar às organizações têm sido constantes. Entre as
várias maneiras, a mais significativa é abordá-las como um sistema aberto, que
interage com seu ambiente. Churchman define: “(...) um
sistema é um conjunto de partes coordenadas para realizar um conjunto de
finalidades” e, em sua caracterização, devemos considerar; seus objetivos,
sua finalidade, seu ambiente, seus elementos, seu planejamento e sua
administração.
As
organizações, na condição de instituições sociais, têm sua atuação baseada num
processo de trocas de recursos com seu meio ambiente. Nesse universo, as
empresas caracterizam-se como um tipo particular de organização e como as
demais trocam bens e serviços por bens e serviços. Atividades são executadas
para a concretização desse processo, em que os recursos consumidos são
processados e transformados em bens e/ou serviços.
O
modelo de gestão representa os princípios básicos que norteiam uma organização
e serve como referencial para orientar os gestores nos processos de
planejamento, tomada de decisão e controle. É preciso mencionar que uma
entidade não tem como finalidade somente maximizar seus resultados, mas um
elenco de finalidades, como: melhoria da produtividade, satisfação de seus
clientes, responsabilidade pública, desenvolvimento de recursos humanos etc. A
empresa, porém, deverá cumprir sua missão para garantir sua continuidade.
Para
assegurar o cumprimento da missão e sua continuidade, os gestores, na condução
das atividades empresariais, o farão de maneira formal, de acordo com a
estrutura definida pelo processo de gestão – que analiticamente corresponde às
fases de planejamento, execução e controle.
As
decisões tomadas, estruturadas num processo de tomada de decisão, devem ser
melhores possíveis e adequadas. Diz respeito aos diversos eventos, como comprar,
estocar, produzir, vender, aplicar, captar etc. e estarão sendo apoiadas por
modelos de decisões aderentes à realidade físico-operacional. Para tanto, devem
estar disponíveis dados, informações e dispositivos que permitam a simulação e
a escolha da melhor alternativa entre as elencadas.
Nesse
processo de intensa troca de recursos entre o sistema empresa e o seu meio
ambiente, existe um que é vital para viabilizar as melhores decisões possíveis
no processo de gestão: a informação.
Nesse
sentido, é necessário, de maneira estruturada, adquirir, acumular e gerenciar
um estoque de conhecimento sobre as variáveis externas
e internas, que permeiam o relacionamento entre os ambientes externos e
internos.
Destaca-se
a característica de que a informação, como um produto
cuidadosamente planejado, é um recurso necessário à condução da organização
na harmonização de seus ambientes externos e internos. Portanto, evidencia-se a
necessidade de disponibilizar ao gestor um instrumento que o apoie no processo
de gestão, no fornecimento das informações requeridas; Sistema de Informações
(SI).
Até
aqui enfatizamos a necessidade de a empresa, por ser um sistema aberto, estar
continuamente interagindo com o ambiente externo, como requisito para a sua
sobrevivência (continuidade), para isso se fez útil à implantação de um sistema
de informação que respondesse de forma rápida a resposta às pressões
ambientais.
Nesse
sentido, destacamos as interações entre o modelo de gestão, o processo de
gestão e os sistemas de informações da empresa, como elementos que desempenham
papel fundamental para assegurar a eficácia dos gestores e, conseqüentemente da
empresa.
A
seguir apresentamos os conceitos de EFICIÊNCIA e EFICÁCIA:
EFICIÊNCIA: Fazer bem
feito alguma coisa. Fazer adequadamente um trabalho.
EFICÁCIA: Grau em que são
satisfeitas as expectativas de resultados. Cumprimento da missão.
2. PLANEJAMENTO
Nesse
ambiente de turbulência e de grande competição entre as empresas, a única saída
para os gestores alcançarem seus objetivos é planejar cuidadosamente as ações
que pretendem empreender, reavaliado, de tempos em tempos, o desempenho
efetuado contra o desempenho planejado.
FILOSOFIA
DA EMPRESA
A
filosofia de cada empresa é definida em função das crenças e dos valores
individuais de seus sócios e administradores. Um empresário deve acreditar na condução dos seus negócios com base nas crenças indicadas estabelecendo uma
filosofia para a sua empresa que contemple pagamento de salários
justos, treinamento constante , estrita obediência às leis fiscais,
tributárias, eleitorais e outras relacionadas ao seu ramo, intenção de produzir
sem agredir o meio ambiente, e assim por diante.
2.1
Crenças, Mitos, Heróis e Cultura
São preceitos
básicos estabelecidos pelo fundador da empresa.
As
crenças, mitos, heróis e sua cultura são condicionantes que podem ser
considerados como pontos de avanços, neutralidade e recuo da organização.
Ocorrem pela hereditariedade, história pessoal, empresarial e cultural de seus
fundadores.
Segundo Skinner:
"o ser humano é um ser ativo, que opera no ambiente provocando
modificações no mesmo e que retroagem sobre o sujeito modificando seus padrões
comportamentais”.
Essas
condicionantes são reflexos dos atributos apresentados por seus fundadores e
proprietários que refletem pelos quais cada entidade norteia seus negócios.
Alguns mitos, tabus, lendas, crenças podem impor limites de crescimento e de desenvolvimento nas empresas, transformando-as em "caixas" com baixa interação externa. Essas empresas são fortes candidatas ao fracasso.
Alguns mitos, tabus, lendas, crenças podem impor limites de crescimento e de desenvolvimento nas empresas, transformando-as em "caixas" com baixa interação externa. Essas empresas são fortes candidatas ao fracasso.
No
mundo atual, considerações de meio ambiente, de qualidade, de ética no
relacionamento com clientes e fornecedores, de respeito aos funcionários e de
responsabilidade para com a comunidade e órgãos públicos estão presentes em
todas as decisões. A forma como a entidade interage com estes fatores espalha
as crenças e os valores nos quais seu dirigente acredita.
Muitas
vezes as crenças não são explícitas, o que naturalmente dificulta sua plena
compreensão dentro da empresa, podendo inclusive levar à condução de ações
estratégicas conflitantes com tais valores. Nestes casos, a coerência entre o
que se acredita e o efetivamente praticado relacionam-se “valor”
atribuído a estas crenças, tanto pelo proprietário quanto pela sociedade em
geral.
2.2
Valores
Preceitos
básicos estabelecidos pelos atuais líderes da organização e que devem balizar
as ações da empresa na busca da realização de sua visão futura.
A
partir do momento da definição dos valores, a empresa está criando o
caminho da viagem pelo mundo corporativo. O relacionamento com os stakeholders é
concretizado pelas atitudes comportamentais definidas pelas práticas virtuosas
das pessoas na empresa.
Os valores são o
conjunto de sentimentos que estruturam, ou pretendem estruturar, a cultura e a
prática da organização [2]. Normalmente, os valores surgem
agregados à missão, como uma simples relação ou de forma mais elaborada, como
crenças ou políticas organizacionais. Os valores representam um conjunto de crenças
essenciais ou princípios morais que informam as pessoas como devem reger os
seus comportamentos na empresa.
"Actualmente, numa sociedade baseada em organizações centradas em
processos e num universo socialmente mais fragmentado, os valores, que procuram
transmitir um sentido comum a todos os membros nas organizações, assumem uma
particular importância (VERGARA, et al., 2004)."
Os Valores da GOL, por exemplo definem o quanto seu
objetivo é importante:
“Segurança
(atributo primordial da aviação), Inovação, Foco no Cliente, Orientação para
resultados e Sustentabilidade”.
2.3 Missão
Definimos
missão como representando o objetivo maior da empresa, a razão de sua
existência, baseado nos valores, na filosofia e nos interesses dos que
constituem, bem como nas condições ambientais internas e externas determinantes
do seu funcionamento. A missão é geralmente enunciada em termos objetivos,
produtos, e ou mercados. Quando bem elaborada, deverá conter três
características principais:








Exemplos
de missões empresariais:
Pizza Hut (EUA):
‘’Demonstrar de forma consistente, em seus
mercados, que a Pizza Hut é a melhor escolha de pizza, para qualquer ocasião.
Para atingir essa meta, estaremos em toda parte onde consumidores possam
desejar uma pizza”.
McDonald’s (EUA):
“Dar aos consumidores um valor superior em
refeições fora de casa, oferecendo comida rápida, a custo razoavelmente baixo,
de boa qualidade, em restaurantes limpos e adequados”.
A
visão da GOL, por exemplo define o quanto seu objetivo é importante:
“Aproximar pessoas com segurança e inteligência”.
A
missão é a FÉ da organização.
2.3 Visão
Situação
prevista para o futuro da empresa.
A visão é o estado
futuro desejado e alinhado com as aspirações de uma organização, algo que a
organização pode definir e redigir após responder à questão “para onde pretende
ir?”[4].
Normalmente a resposta a esta
questão é formulada em função das análises internas e externas efetuadas e
condicionada por essas análises. Saber responder a esta questão é fundamental
para uma clara definição da missão e dos objetivos da empresa.
A visão compreende algo que
ainda não se tem, um sonho, uma ilusão, que se acredita poder vir a ser real,
uma utopia, sobre os negócios e sobre a empresa, além de utópica a visão
deve ser mobilizadora e motivadora. No entanto o facto de ser uma utopia não invalida
que a visão não possa e não deva vir a ser redigida e explicada ou
comunicada [4].
Segundo Collins e Porras
(1996), “é preciso encontrar os valores que sejam a essência do negócio
e o conduzam até o futuro”.
A dinâmica de preservar o
básico estimulando em simultâneo o progresso tem contribuído para o sucesso de
muitas grandes empresas, essa capacidade de gerir a continuidade e a mudança,
exige disciplina consciente e está vinculada à capacidade de desenvolver uma
visão.
Segundo estes autores a visão
para ser precisa e esclarecedora deve ter duas componentes principais, a
funcionar como o yin e yang,
ideologia central e visualização do futuro: “A ideologia central, é o yin do
nosso esquema, define o que defendemos e a razão da nossa existência”. O yin é
imutável e complementa o yang, o futuro visualizado. “Esse futuro é o que
aspiramos e o que esperamos alcançar e criar – algo que requer mudanças
significativas e progresso para ser atingido.”
A visão da GOL, por exemplo define
o quanto seu objetivo é importante:
“Ser a
melhor companhia aérea para viajar, trabalhar e investir”.
A Estrategia é a forma de
operacionalizar os objetivos e metas da empresa com as necessidades e
desejos das pessoas.
Continua na próxima postagem...
Tópico 03: Plano Estratégico – Análise Ambiental. Pontos Fortes e Fracos, Ameaças e Oportunidades.
Prof. Roberto Maia Farias
Prof. Humberto Matias
pretendo receber todos os post no meu email. o que devo fazer?
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